A OAB-SP (Ordem dos Advogados do Brasil),
o IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário),
a ACSP (Associação Comercial de São
Paulo), a Força Sindical, o Sescon (Sindicato das
Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas
de Assessoramento, Perícias, Informações
e Pesquisas no Estado de São Paulo), entre outras
entidades, realizaram nesta terça-feira ato em São
Paulo contra a medida provisória que regulamentou
as alíquotas e faixas de enquadramento do Simples
(sistema de tributação que substitui seis
tributos federais por um único).
Segundo as entidades, a medida praticamente
anulou os benefícios concedidos pela lei que foi
aprovada no Congresso e as pequenas e médias empresas
estão pagando mais tributos hoje.
No dia 29 de dezembro, o governo editou
uma medida provisória que criou percentuais adicionais
sobre a receita bruta anual acima de R$ 1,2 milhão.
Assim, com a criação de dez novas faixas,
a alíquota máxima passou de 8,6%, para 12,6%.
"Não mudou nada para as 3,5
milhões de empresas já existentes que não
tiveram vantagem financeira, pelo contrário, acabaram
pagando mais", afirma Gilberto Amaral, do IBPT.
Guilherme Afif Domingues, da ACSP, também
não poupa críticas: "Esta medida provisória
é um embuste."
As entidades se queixaram ainda da demora
do governo na correção da tabela do Simples.
Elas calculam um aumento de quase 80% na alíquota
máxima do enquadramento do Simples desde 1997. De
acordo com elas, em 97, a arrecadação com
o Simples correspondia a 0,30% do PIB. No ano passado, o
percentual saltou para 0,61% do PIB.
Luiz Flávio Borges D'Urso, presidente
da OAB-SP, fez ainda críticas à quantidade
de medidas provisórias pelo governo federal. "O
Executivo faz as vezes de Legislativo e impõe regras
no âmbito tributário".